Benvindo Nuno Couto
Benvindo Visitante

        

 


 

ULTIMAS NOTICIAS SOBRE TECNOLOGI
   

« voltar «


Cientistas criam robô que se repara sozinho

É um feito que faz pensar em robôs com consciência e mentalidade próprias. Cientistas apresentaram ontem um robô quadrúpede e perspicaz, parecido com uma estrela-do-mar, que é capaz de notar danos no seu corpo e encontrar sozinho uma forma de os consertar.

Os investigadores Josh Bongard (Universidade de Vermont), Hod Lipson e Victor Zykov (ambos da Universidade Cornell) construíram um robô que observa seu próprio movimento com a ajuda de sensores nas articulações, o que faz o seu computador interno gerar um conceito de si mesmo - ao menos da sua estrutura física.

O robô usa esse modelo interno de si próprio para perceber como caminhar sobre as suas quatro pernas e oito articulações motorizadas. "No início, o robô não sabe como ele é. Ao observá-lo, ê que é uma máquina de quatro patas, mas o robô não sabe. Ele acha que poderia ser uma cobra, uma árvore, ou ter seis patas", disse Lipson em entrevista à agência Reuters.

Segundo ele, o robô usou vários movimentos das suas articulações, primeiro para gerar hipóteses e então para formular uma percepção apurada de si. Os investigadores testaram, então, a capacidade do robô para se adaptar a novas situações -- neste caso, um "ferimento" -, encurtando uma das pernas. O robô percebeu que algo estava errado.

Os animais compensam os ferimentos mudando os movimentos - mancando, por exemplo. As máquinas podem ser programadas para reagir a um problema de certa forma, mas, quando os danos são inesperados, normalmente elas falham.

Mas este robô reagiu gerando um novo conceito da sua estrutura, sentindo precisamente a alteração, e então criando uma nova forma de andar, usando um passo diferente para se adaptar.

"Não achamos que seja auto-consciência, que seria o robô pensar em si", disse Lipson. "Mas acho que ele está a avançar na direcção da consciência, como um gato, a esse nível." Além da contribuição para o debate filosófico, a pesquisa tem implicações práticas -- por exemplo, eles poderiam ser no futuro enviados para explorar ambientes inóspitos em outros mundos ou no leito marinho.

"Robôs em outros planetas têm de ser capazes de continuar a sua missão sem intervenção humana caso sejam danificados e não possam comunicar o seu problema para a Terra", disse Bongard na mesma entrevista.

O pesquisador Christoph Adami escreveu um comentário que acompanha a pesquisa, intitulado "Com que sonham os robôs?", uma alusão ao romance de ficção científica "Andróides Sonham com Carneiros Eléctricos" (1968), de Philip Dick.

O "sonho" que ele descreve seria a forma pensada pelos robôs para se repararem sozinhos. "Embora os robôs pareçam preferir sonhar consigo mesmos em vez de com carneiros eléctricos, podem, sem querer, ter-nos ajudado a entender com o que sonhamos."

 

 

portalmundial.net 2006 : : todos os direitos reservados